O presidente da Câmara de São Luís, Paulo Victor (PSB), tomou duas decisões recentes e acertadas, apesar de difíceis, justamente por algumas pressões sofridas.

A primeira delas foi com relação ao pedido de cassação contra o prefeito Eduardo Braide (PSD). Apesar da pressão de alguns vereadores e segmentos, Paulo Victor, mesmo não sendo aliado do prefeito, decidiu agir com a razão.

Ao decidir arquivar o pedido de cassação de Braide, Paulo Victor justificou que “não existia pronunciamento definitivo do Judiciário sobre o tema”. Logo em seguida, o Tribunal de Justiça decidiu suspender os efeitos da Lei nº 7.729/2025, que reajustou o salário de Braide, elevando para R$ 38 mil, e que gerou toda a polêmica.

A segunda decisão acertada de Paulo Victor diz respeito a eleição para a Mesa Diretora da Câmara de São Luís. O Regimento Interno estabelece que a eleição ocorra em abril, mas diante das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal, anulando eleições “antecipadas” e estabelecendo que só devem ser realizadas a partir de outubro do ano anterior ao início do segundo biênio.

Diante disso, Paulo Victor, mesmo com a pressão de alguns que queriam manter o pleito para abril, decidiu iniciar a votação do projeto de emenda à Lei Orgânica Municipal, alterando o Regimento Interno e modificando a data da eleição para a Mesa Diretora da Câmara de São Luís, evitando um desgaste do parlamento da capital maranhense.

Inegavelmente, duas decisões acertadas de Paulo Victor.