Para manter a imagem de arauto da moralidade, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, precisa, mais do que se posicionar simploriamente, agir contra o envolvimento do seu nome num grave escândalo revelado pelo deputado estadual Yglesio Moyses (PRTB).
O parlamenta utilizou a Tribuna da Assembleia Legislativa para divulgar áudios e print’s que teriam o intuito de chantagear o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), a cumprir um eventual acordo celebrado em 2020.
Num desses áudios, o deputado federal Rubens Júnior (PT), assegurando que falava em nome de Dino, afirma que bastaria Brandão cumprir o acordo de Colinas (elegendo prefeito o irmão do deputado federal Márcio Jerry – PCdoB) para que a paz voltasse a reinar e o processo do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão seria liberado, caso que está no STF,
A assessoria de Dino, ao ser questionada sobre o assunto, se limitou a dizer protocolarmente: “O Ministro Dino esteve na política até fevereiro de 2024. De lá para cá, ele virou a chave e está na Judiciário. Portanto, ele não trata mais sobre política. Ele só se manifesta em sessões do STF e nos autos dos processos em que relata”.
No entanto, como Rubens Júnior não desmentiu o áudio, até porque não teria como, tudo leva a crer, na nova versão do deputado petista, que ele estava utilizando o nome do ministro para negociar com o governador Brandão e seus aliados.
Diante desse grave cenário, Flávio Dino precisa agir, afinal não pode aceitar naturalmente que alguém, por mais próximo que seja, utilize seu nome para negociatas políticas e nada republicanas. Do contrário, pode alguém imaginar, num velho adágio popular, que “quem cala consente”.
É aguardar e conferir.

Excelente observação, já que por muito menos ele já processou outras pessoas.
Há se fosse os bolsonaristas, já acordavam com a federal na porta
Para quem acompanha a política do Maranhão com atenção, os discursos e atitudes do excelentíssimo ministro — e seus amigos do peito — já são figurinha repetida. Os áudios que vieram à tona só confirmam o que os bastidores já sabiam: o roteiro é velho, os personagens são os mesmos, e o DNA político continua bem preservado. O que era cochichado em privado agora tem trilha sonora.
O professor de Deus tá nem aí se acha acima do bem e do mal.
A história se repete, e o Maranhão parece preso aos idos e sombrios da politicagem maranhense que deram origem ao subdesenvolvimento do Estado.
Diante de fatos e provas incontestáveis , e, para manter a postura digna de um magistrado, ele se daria por suspeito por foro íntimo nestas ações e mandar-se redistribui-las, isso sim seria coerência.
Quem precisa agir é o Senado Federal, depois desses áudios, foi formado um conluio contra o governo do Estado…esse cidadão não tem condições de continuar ministro.
Flavio Dino precisa agir colocou o MA nesta enrascada de um governo de família, irmão e cunhado que governam de fato