De olho no PSDB

por Jorge Aragão

O senador Roberto Rocha (PSB) deu, na última semana, uma clara demonstração de que pretende contar com o PSDB na eleição para o Governo do Estado em 2018.

O socialista votou em favor do arquivamento do processo contra o senador Aécio Neves (PSDB), no Conselho de Ética do Senado, e ajudou a impedir – junto aos colegas -, a cassação do mandato do tucano por quebra de decoro parlamentar.

Mas, a estratégia de Roberto Rocha não é filiar-se ao PSDB para a disputa das eleições 2018. Ele quer ser candidato do PSB, com o apoio do PSDB, numa eventual formação de chapa.

Atento aos movimentos de Rocha, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) tem mantido contato  constante com membros da direção nacional da sigla.

O objetivo do tucano é manter o PSDB alinhado ao projeto do governador Flávio Dino (PCdoB).

Até a eleição, contudo, muita coisa ainda pode acontecer…

Roberto Rocha é o novo corregedor do Senado Federal

por Jorge Aragão

Mais um senador maranhense ocupará cargo de destaque no Congresso Nacional. Depois de João Alberto (PMDB) que comanda pela 6ª vez consecutiva a Comissão de Ética do Senado, agora foi a vez do senador Roberto Rocha (PSB) ser escolhido o novo corregedor da Casa.

A confirmação veio na terça-feira (27), através do Plenário que aprovou o novo do senador maranhense para o cargo. Como corregedor do Senado, Roberto Rocha terá como funções manter o decoro, a ordem e a disciplina, fazer cumprir determinações da Mesa relacionadas à segurança interna e externa do Senado, supervisionar o cumprimento da proibição de porte de arma e realizar sindicâncias sobre denúncias de ilegalidades envolvendo senadores.

O mandato de Roberto Rocha à frente da corregedoria do Senado é de dois anos, ou seja, até junho de 2019. O senador maranhense irá substituir ao senador Sérgio Petecão (PSD-AC).

De acordo com o art. 25 da Resolução 20/1993 do Senado, o corregedor participa das deliberações do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, com direito a voz e voto, competindo-lhe promover as diligências de sua alçada, necessárias aos esclarecimentos dos fatos investigados.

“Flávio Dino é responsável pela volta de Roseana”, diz Roberto Rocha

por Jorge Aragão

O senador Roberto Rocha (PSB) estava mesmo com a língua afiada quando concedeu entrevista na cidade de Balsas a Rádio Nova FM.

O Blog já havia postado um trecho da entrevista onde o senador confirmava que iria disputar o Governo do Maranhão e que o atual governador Flávio Dino, para Roberto Rocha, era um ‘despachante de luxo’ do Palácio dos Leões (reveja).

Entretanto, essa não foi a única crítica de Rocha ao governador Flávio Dino. O senador disse ainda que a maior obra de Flávio Dino foi trazer de volta ao cenário político a ex-governadora Roseana Sarney. Para Roberto Rocha isso só acontece pelo fracasso do governo comunista.

“Eu não preciso ser governador do Maranhão. Eu sou senador da república e meu mandato vai até 2022. Mas, se eu for chamado pelo povo, como eu estou sendo… por onde ando, pelo Maranhão, há uma frustração violentíssima. E sabemos que é verdade. A maior obra do governo Flávio Dino é trazer Roseana de volta para a candidatura de governadora. Isso não se cogitava há dois anos atrás. É exatamente o fracasso do governo dele, medíocre, pobre, é que está fazendo com que parcela da população volte a lembrar do governo de Roseana. E é exatamente nesse cenário que eu quero disputar: entre a candidatura dele e a candidatura dela. Para oferecer ao Maranhão uma oportunidade de ver um estado que possa realmente se desenvolver. Um estado que possa descobrir em si mesmo o seu potencial e usar o governo para melhorar a vida do povo. Não para ter um projeto de poder, mas um projeto de governo e mais: um projeto de estado”, declarou Roberto Rocha.

O embate entre os ex-aliados nas eleições de 2012 e 2014, deve ser um dos destaques das eleições de 2018 para o Governo do Maranhão.

É aguardar e conferir.

“Um senador que em nada ajudou o Maranhão”, diz Othelino sobre Rocha

por Jorge Aragão

Na semana passada, o senador maranhense do PSB, Roberto Rocha voltou a criticar duramente o governador Flávio Dino (PCdoB), ao confirmar que será mesmo candidato contra o ex-aliado. Rocha chegou a dizer que o Maranhão tinha governador e que Dino era “um despachante de luxo no Palácio dos Leões” (reveja aqui).

A resposta do grupo político do governador a Roberto Rocha veio através do presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB) em entrevista ao jornal O Imparcial.

O deputado, um dos aliados de confiança de Flávio Dino, assegurou que se arrependeu do seu voto e que Roberto Rocha, como senador, em nada ajudou o Maranhão.

“Do nosso campo político, o único que saiu foi o senador Roberto Rocha. Ele não é uma persona non grata, mas não valeu a pena. Não costumo me arrepender dos meus votos, mas esse voto não valeu a pena porque não tem sido útil para o Maranhão. Tem, na prática, sido um senador que em nada ajudou o Maranhão”, declarou.

Othelino ainda disse que Roberto Rocha tem sido preconceituoso com o PCdoB que sus postura egocêntrica tem lhe deixado isolado politicamente.

“Ele tem sido preconceituoso com o PCdoB, um partido que foi importante para a eleição dele. O senador Roberto Rocha tem muita dificuldade de agregação política, dado sua postura egocêntrica, até agora não conseguiu liderar nada. Ele é um agente político isolado que, na minha avaliação, tem muito pouca liga com o povo”, destacou.

Sobre as eleições para o Senado em 2018, o presidente em exercício da Assembleia entende que o deputado federal Weverton Rocha (PDT) já está com a sua candidatura consolidada.

“O governador não vai se manter afastado dessa discussão. Como líder do nosso grupo político, ele vai participar ativamente. Na minha avaliação, tem um candidato que está consolidado que é o deputado federal Weverton Rocha. Ele está conseguindo agregar as mais diversas forças do Maranhão”, finalizou Othelino.

Pelo visto a resposta a Roberto Rocha não tardou e veio mais rápido do que muitos imaginaram.

“Um despachante de luxo”, diz Roberto Rocha sobre Flávio Dino

por Jorge Aragão

Depois de aparecer com um fraco desempenho na pesquisa ESCUTEC para o Governo do Maranhão, o senador maranhense Roberto Rocha (PSB) confirmou que será mesmo candidato a governador em 2018.

A confirmação da candidatura de Roberto Rocha aconteceu numa entrevista à Rádio Nova FM de Balsas. Na oportunidade, o senador não só assegurou que irá disputar o Governo do Maranhão, como também aproveitou para dar mais uma ‘cutucada’ no governador Flávio Dino (PCdoB).

Rocha disse que será governador pelo fato dos maranhenses não possuírem um governador e que o comunista é no máximo um despachante de luxo.

“Sou candidato a governador para dar a oportunidade aos maranhenses de um outro projeto de sociedade. Hoje não temos governador, no máximo um despachante de luxo no Palácio”, disse o senador maranhense.

Vale lembrar que para se eleger senador em 2014, Roberto Rocha também afirmava que iria para o Senador para efetivamente ser um senador de verdade para os maranhenses.

Resta saber se o mesmo argumento servirá para lhe ajudar quatro anos depois.

É aguardar e conferir.

“Não voto em nenhum juiz”, dispara Roberto Rocha

por Jorge Aragão

O senador maranhense Roberto Rocha (PSB), utilizando as redes sociais, manifestou ser contrário ao fato de um juiz assumir a Presidência da República.

O posicionamento do senador é pelo fato de existir uma corrente que defenda o nome do juiz Sérgio Moro para comandar o Brasil, em uma eventual eleição indireta. Rocha deixou claro que não acredita na possibilidade de uma eleição em 2017, mas mesmo assim deixa claro que não votaria em nenhum juiz.

Roberto Rocha aproveitou o posicionamento para cutucar o adversário político, o governador do Maranhão, Flávio Dino, que antes de se tornar político foi juiz. O senador maranhense deixou claro que seu posicionamento contrário a votar num juiz, não tem a ver com o trauma de pertencer a um Estado comandado por ex-juiz.

Roberto Rocha se posiciona claramente diante de Flávio Dino

por Jorge Aragão

O senador maranhense Roberto Rocha (PSB) fez questão de deixar claro seu posicionamento político diante do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), nas eleições de 2018.

Rocha decidiu se posicionar mais claramente após nota da coluna Estado Maior, do jornal O Estado, inclusive repercutida pelo Blog (reveja), onde afirmava que o senador esperava um posicionamento do governador sobre a campanha política do ano que vem e chegou a cogitar a possibilidade dos dois estarem novamente juntos no palanque.

Em nota enviada a coluna Estado Maior, Roberto Rocha afirmou que “Nada na minha postura autoriza afirmar que aguardo posicionamento do governo”. Além disso, disse que não há elementos para afirmar que ele poderia voltar a dividir palanque com Flávio Dino.

O senador finalizou que seu desejo é disputar o Governo do Maranhão contra Flávio Dino e Roseana Sarney (PMDB). Rocha lembrou que já apoiou tanto um quanto outro, mas diz que se afastou por não vislumbrar planos de gestão para o desenvolvimento do estado.

Por fim, Rocha negou que tenha agenda de campanha e alfineta que o Maranhão vive “simulacro de uma mudança que nunca acontece”.

Sendo assim, então tá!!!

A Saúde pede socorro

por Jorge Aragão

Utilizando as redes sociais, o senador Roberto Rocha (PSB) comentou a situação em que se encontra a Saúde do Maranhão e lamentou o Estado ser alvo negativo de mais uma reportagem na TV Globo, desta vez no Fantástico. No texto “A Saúde pede socorro”, o senador maranhense finalizou afirmando que os maranhenses merecem mais do que um simulacro de mudança. Veja abaixo o texto.

O Maranhão soube, pelas lentes do Fantástico, porque não deve esperar que a saúde pública alcance os níveis mínimos de dignidade que a população merece.

Aquele hospital fechado em sua cidade, o exame que nunca é marcado, o remédio que não é ofertado pela rede, a humilhação das filas, tudo isso foi decifrado nos lotes de dinheiro exibidos na reportagem.

Aquele é o dinheiro para comprar o remédio, para pagar o exame, para abrir os hospitais.

É preciso aprofundar as investigações e tirar a limpo o que tornou possível chegar a esse ponto. É preciso desbaratar a rede de culpados.

É estranho que num cenário de crise os recursos repassados para entidades suspeitas mais que dobrem, sem a contrapartida de um serviço melhor.

E mais do que nunca é necessário fazer concursos públicos na saúde e licitações para compra dos insumos hospitalares. Não é razoável que uma solução que já se mostrou temerária, a terceirização sem critério, seja expandida sem revelar qualquer mudança de paradigma de gestão.

Por fim, não é justo que o Governo, que está com as rédeas do poder, aponte apenas para o passado, para encontrar culpados, alegando uma herança que mais parece um legado, seja nos métodos ou nas ações.

O Maranhão merece mais do que um simulacro de mudança.

E assim, cada vez mais, o senador Roberto Rocha percebe que a mudança prometida, que inclusive ele apoiou, ficou apenas na promessa eleitoreira.

Gastão Vieira x Roberto Rocha, mais um round

por Jorge Aragão

O primeiro grande embate entre o senador Roberto Rocha (PSB) e o ex-ministro do Turismo e ex-deputado federal, Gastão Vieira (PROS), foi nas eleições de 2014 e naquele momento Rocha venceu a disputa, elegendo-se senador.

Agora um novo round aconteceu através das redes sociais e meios de comunicação. Gastão Vieira, em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, afirmou que o eleitorado maranhense está desiludido com a eleição de Rocha e confirmou que será candidato novamente ao Senado em 2018.

“Há uma desilusão e um desgaste muito grande com Roberto Rocha e isso remete sempre a mim. ‘Ah, eu deveria ter votado no senhor, não em Roberto. Me arrependi de ter votado nesse cara’. Isso ajuda muito de certa forma a compor esse quadro. Agora, ninguém é candidato ao Senado sem grupo”, comentou.

Gastão, agora nas redes sociais, demonstrou que está com a “língua afiada” e também criticou movimentos em prol das candidaturas ao Senado de Sarney Filho (PV), até outrora aliado, e Weverton Rocha (PDT).

“Nos últimos tempos, temos acompanhado o lançamento de Pré-candidaturas ao Senado, em eventos que surgem de dentro para fora, organizados pelas próprias assessorias. Podemos comparar os resultados dos eventos com PIB brasileiro: ‘os sinais vitais estão presentes, mas nada assegura um crescimento sustentável’”, escreveu.

Se Sarney Filho e Weverton Rocha não quiseram passar recibo, Roberto Rocha respondeu e bateu forte. Veja abaixo.

Roberto Rocha e a lógica da Constituição

por Jorge Aragão

O senador maranhense Roberto Rocha (PSB) fez um artigo, publicado nas redes sociais, que deixa claro que numa eventual vacância na Presidência da República, o único caminho viável seria mesmo uma eleição indireta. Veja abaixo o artigo e tira suas próprias conclusões.

A lógica da Constituição

O que diz a Constituição Federal, no caso de dupla vacância na Presidência da República, a partir da segunda metade do mandato?

Art 81 § 1º – Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.

Pode-se mudar a CONSTITUIÇÃO FEDERAL? Claro que sim!

Pois bem! Somente no processo legislativo, uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) leva, no mínimo, 100 dias, até sua promulgação pelo Congresso Nacional.

Na mais otimista das hipóteses, então, a promulgação ocorreria apenas entre setembro e outubro deste ano.

Quantos outros dias seriam necessários para o TSE organizar o processo eleitoral, incluindo a mobilização dos recursos humanos, físicos e financeiros imprescindíveis? Pelo menos, outros 100 dias. Pronto!!

Chegamos ao final do ano e início do ano eleitoral. Como fazer duas eleições presidenciais no mesmo ano? O país tem condições econômicas e sociais de suportar esse custo? Imagine um presidente eleito, já em ano eleitoral, para um mandato de apenas um ano. Como montar um ministério, conquistar a confiança das forças econômicas, e ainda atuar perante um Congresso que estará sendo renovado?

A razão pela qual o artigo 81 da nossa CF estabelece o instituto das eleições indiretas, não é outra; senão, suavizar a travessia até novas eleições.

Hoje, os únicos políticos que despertam paixões e preferências parecem situar-se nos extremos.

A guinada aos extremos não nos surpreende, se considerarmos a incapacidade do centro de encarar e dialogar com a realidade dos fatos.

Padecemos, ao que tudo indica, da síndrome da avestruz. E para livrarmo-nos desse mal, temos de ter em mente que a realidade virtual, na qual estamos imersos, é apenas uma parte da política.

Portanto, antes de embarcarmos no populismo barato, temos de avaliar melhor os riscos dessa opção sair muito caro para o país.

A verdade é que muitos estão dialogando apenas com as redes sociais, buscando curtir, comentar e compartilhar. Mas a política real não se reduz ao ambiente virtual!

O país precisa de instituições sólidas, de valores permanentes, de segurança jurídica e de um duradouro pacto de governabilidade. A experiência institucional é o nosso maior trunfo para, com sabedoria, prudência e respeito às leis, conduzir o país ao rumo que todos os brasileiros querem e merecem.