Todos errados, apenas o “professor de Deus” correto

por Jorge Aragão

Como era esperado, o governador Flávio Dino (PCdoB) foi as redes sociais, mais uma vez, contestar uma decisão do Judiciário contra o ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva.

Depois de ser condenado a nove anos de prisão em primeira instância, Lula voltou a ser condenado, desta vez por três desembargadores do TRF-4, que, por unanimidade, não só confirmaram a condenação do ex-presidente, como ampliaram a pena para doze anos.

Apesar da condenação já ter sido na segunda instância, confirmando a primeira e por unanimidade, Flávio Dino segue, com interesse meramente eleitoreiro, querendo ser o único certo, afirmando que juiz e desembargadores estão errados nos seus entendimentos jurídicos.

A bem da verdade, Flávio Dino sabe que a eleição de 2018 será uma com Lula e outra totalmente diferente sem o petista, que o comunista esperava ser o seu principal cabo eleitoral. Entretanto, quem bem definiu os posicionamentos de Flávio Dino e José Sarney com relação ao julgamento do ex-presidente Lula, foi o ex-deputado Joaquim Haickel.

Sarney também quer Lula absolvido no TRF-4

por Jorge Aragão

O site Antagonista, um dos principais do Brasil sobre o debate político, repercutiu nesta quarta-feira (24), as declarações do ex-presidente da República, José Sarney (MDB) sobre o julgamento do também ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT).

José Sarney diz que “ torcerá” pela absolvição de Lula e que uma “ eleição sem o petista, seria uma eleição sempre contestada e com enorme frustração no eleitorado”. Sarney destacou ainda a grade liderança de Lula, não só com a população, mas também diante da classe política.

Só que ao contrário do governador Flávio Dino (PCdoB), José Sarney ao torcer pela absolvição de Lula, amigo e aliado político, não precisou atacar ninguém, muito menos o Judiciário, através do juiz federal Sérgio Moro.

O julgamento segue acontecendo no TRF-4 em Porto Alegre no Rio Grande do Sul. O julgamento deve ser conhecido ainda nesta quarta-feira. Clique aqui para acompanhar o julgamento.

O Maranhão engatou marcha à ré

por Jorge Aragão

O Maranhão vive hoje um drama impressionante: parece que engatou marcha a ré e tudo piorou nos últimos tempos. Isso não é apenas uma percepção generalizada, mas pode ser verificado por números. As estatísticas no Brasil ainda são publicadas com algum atraso, por isso os dados de que dispomos hoje são, na maioria, de até 2016, mas são esclarecedoras: o andar para trás é real.

Os números baixaram, o Maranhão criou 300 mil novos pobres, aumentou impostos liquidando comerciantes e, atrás de dinheiro, taxou automóveis e motocicletas que o Estado, para fazer caixa, tomou de pequenos e pobres empreendedores.

Alguns dados, que explicam muito, raramente são citados. Vejam, por exemplo, a situação dos jovens entre 16 e 29 anos, quando estão começando a vida. O IBGE os divide em quatro categorias: os que só estudam, os que estudam e estão ocupados (trabalham), os que só trabalham e os que não estudam nem estão ocupados. O ideal seria que essa última categoria fosse a menor. Até três anos atrás, o índice dos que não estudam nem trabalham estava melhorando, mas em 2016 piorou 13%. Os que estudam e trabalham caíram 27%, os que só estudam subiram 6% e os que só trabalham caíram 12,5%. O que isso explica? Que os jovens não encontram trabalho – 70% deles (23% maior que a média nacional). Os jovens e os adultos, pois em dois anos o número de pessoas ocupadas caiu em 106 mil. O de pessoas desocupadas, por outro lado, cresceu 58%, passando de melhores que a média nacional para piores. Em São Luís cresceu 61%, chegando a praticamente 1 entre cada 5 maranhenses maiores de 16 anos que têm condição de trabalhar!

Para qualquer lado que se olhe os números são ruins. O PIB – Produto Interno Bruto, que mede o conjunto de riqueza de uma região – maranhense caiu 3,3% em 2015 e 6,9% em 2016.

Somos hoje o único estado em que mais de metade da população vive abaixo da linha de pobreza. O número de pessoas com renda menor ou igual a meio salário mínimo aumentou, em 2016, cerca de 10%, passando a ser o dobro da média nacional.

O que mais se vê é abandono e desânimo. Estradas abandonadas – as estradas estaduais são consideradas pela Confederação Nacional dos Transportes as piores do país -; ruas e avenidas alagadas, como a Avenida dos Africanos e a orla do Araçagi; violência batendo recordes; obras, como a da Barragem do Bacanga, onde em setembro de 2015 afundou uma comporta, com atraso de 1 ano.

Para não ficar só no ruim, temos pelo menos uma boa notícia, a inauguração de uma obra do governo federal importante, que é a duplicação do trecho da BR-135 entre a Estiva e Bacabeira. É conquista de Roseana e da bancada federal do Maranhão, que se empenhou para que esse ponto de estrangulamento fosse superado. A obra foi inaugurada na quinta-feira, com presença de ministros e parlamentares, mostrando que o governo federal está trabalhando para nosso Estado.

Coluna do Sarney

Pedro Fernandes pede desligamento da vice-liderança do Governo Temer

por Jorge Aragão

Clique no documento para ampliar

Ainda repercute o imbróglio sobre a não ida do deputado federal Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho. O parlamentar maranhense chegou a ser indicado pelo seu partido, mas não teve o nome aprovado pelo presidente Michel Temer (PMDB).

Pedro Fernandes atribuiu a sua não ida para o Ministério do Trabalho a um suposto veto feito pelo ex-presidente José Sarney (PMDB). O tal veto seria pelo fato do PTB integrar o Governo Flávio Dino (PCdoB), só que José Sarney negou o veto e afirmou que jamais vetaria um maranhense para qualquer cargo político. O ex-presidente lembrou que se não vetou Flávio Dino para a EMBRATUR, não teria motivos para vetar o nome Pedro Fernandes.

Nesta terça-feira (09), de maneira coerente, o deputado Pedro Fernandes encaminhou ofício ao Líder do Governo na Câmara Federal, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), seu desligamento da vice-liderança do Governo Temer. Clique no documento postado para ampliar.

Pedro Fernandes justifica que o seu pedido de desligamento seria “para evitar embaraços do presidente Michel Temer com o ex-presidente José Sarney”.

Na realidade Pedro Fernandes ainda está ressentido pelo contorno que tomou o caso e fez um raciocínio lógico, se não serve para ser ministro do Trabalho, não pode servir para ser vice-líder do Governo Temer.

Entretanto, é preciso também dizer que se sobrou coerência nessa decisão, faltou coerência para a aliança com o PCdoB no Maranhão, afinal o próprio presidente do PTB, Roberto Jefferson, já deixou claro sobre o que pensa do comunismo (reveja).

Sarney, meu tipo inesquecível

por Jorge Aragão

Por Ricardo Noblat – Vestido preto no armário, sofá branco na sala de estar e José Sarney no poder têm algo em comum: funcionam.

Que não se espere deles nenhuma surpresa. No mais das vezes seu desempenho é mediano. Mas como seria difícil imaginar o mundo sem eles…

É por isso que Sarney pode dar-se ao luxo de repetir que já se aposentou da política, que não se mete mais em nada, que lhe atribuem uma importância que já não tem…

Sarney pertence à categoria das coisas básicas. como o vestido preto e o sofá branco. E não dá qualquer sinal de que deseje renunciar a tal condição.

Nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, amputou do nome o Ribamar e o Ferreira, insinuou-se na política como um renovador dos seus métodos e dela nunca mais saiu.

Foi como governador do Maranhão que o conheci, em abril de 1970, na inauguração da Usina Boa Esperança, no Piauí. Estava a poucos dias do fim do seu mandato.

Nunca mais o perdi de vista – quando nada porque meu tio, dom José de Medeiros Delgado, era arcebispo do Maranhão. Foi ele que casou Sarney com dona Marly, batizou Roseana e casou-a com Jorge Murad.

Quando Sarney era presidente da República, critiquei-o sem piedade em artigos no Jornal do Brasil. Meu tio me dizia então: “Se você pensa que irá derrubá-lo, fique sabendo que ele sobreviverá a nós dois juntos”.

Ao meu tio, sobreviveu. Ao regime militar de 64, do qual divergiu a princípio, também. Aliou-se aliou a ele para, depois de 21 anos, ao pressentir seu ocaso, afastar-se a tempo de pular no barco da oposição e, por um capricho do destino, ascender à presidência da República.

Foi o presidente que alcançou a maior taxa de popularidade por ter congelado preços e salários para sufocar a inflação. Foi também o único presidente apedrejado depois que os “fiscais de Sarney” descobriram que haviam sido enganados.

“Aquele foi o maior erro que cometi na vida”, contou-me certa vez já como senador do Amapá. Sim, porque como o PMDB do Maranhão lhe negara abrigo para que fosse candidato ao Senado, ele encontrou-o no Amapá. Ali, se quisesse, hoje, disputar um novo mandato, seria imbatível.

Por três vezes – ou foram quatro? – presidiu o Senado. Deu as cartas durante os 14 anos e poucos meses do PT no poder. E ganhou de Lula o título de “homem incomum”.

Não foi pouca coisa. Antes, Lula o chamara em público de ladrão.

Na última terça-feira, o “homem incomum” vetou o nome do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) que já havia sido anunciado como novo ministro do Trabalho. Fernandes simplesmente recusou-se a beijar sua mão antes de assumir o cargo.

O presidente Michel Temer justificou assim a aceitação do veto: “Devo muito a Sarney, sabe…”.

Quem não deve algo a Sarney, prestes a completar 89 anos de idade?

Vestido preto, sofá branco e Sarney estão acima e a salvo da conjuntura. São itens atemporais.

Recordar é viver, meu caro Flávio Dino…

por Jorge Aragão

O Blog recebeu um vídeo de um pequeno trecho de uma entrevista, do ano de 2014, do ex-presidente da República, José Sarney, ao programa Avesso, na TV Guará.

Na oportunidade, José Sarney afirmava, o que disse recentemente ao negar o suposto veto ao deputado federal Pedro Fernando no Ministério do Trabalho, que jamais vetaria nenhum maranhense para assumir cargo público.

O ex-presidente Sarney disse que teve a oportunidade de vetar o nome de Flávio Dino para a EMBRATUR, ligado ao Ministério do Turismo que era comandado pelo PMDB, mas não fez e que o comunista ainda foi até sua residência agradecer o gesto.

Mas isso Flávio Dino não conta. Veja abaixo o vídeo.
 

Veto a Pedro Fernandes: as versões de Joaquim Haickel e Cláudio Humberto

por Jorge Aragão

 

Por Joaquim Haickel – Pedro Fernandes se elegeu vereador de São Luís em 1992, vaga que antes era ocupada por seu irmão, Manoel Ribeiro, que foi inclusive presidente da Câmara Municipal da capital, e naquele momento era deputado estadual, e iniciava ali sua brilhante trajetória política.

Mas essa história remonta mesmo os idos do ano de 1993! Tudo começou quando impuseram aos deputados e à Assembleia Legislativa do Maranhão, durante 10 anos, o nome de Manoel Ribeiro como presidente do legislativo estadual. Uma hora os nossos erros voltam para nos assombrar!

Em 1998, depois de duas eleições consecutivas de Manoel como presidente da ALM, Pedro disputa e ganha um mandato de deputado federal, cargo que ocupará por cinco mandatos sucessivos, até que, sabiamente, passará o bastão para seu filho, Pedro Lucas, em 2019.

Até aí tudo está certo, translúcido e completamente bem explicado e entendido.

Os Ribeiros sempre foram aliados do grupo liderado por José Sarney, mesmo que o mando deste grupo tenha sido exercido por sua filha Roseana nos 14 anos em que ela foi governadora do Maranhão.

Para Roseana era muito cômodo que Manoel Ribeiro controlasse a Assembleia Legislativa e os deputados, para isso deu a ele todo o poder necessário para tanto.

Pedro Fernandes sempre foi reconhecidamente um político mais bem preparado que seu irmão mais velho e logo impôs um estilo próprio. Engenheiro, bem versado e mais culto que o irmão, era tecnicamente mais capaz de assumir tarefas burocráticas. Já Manoel, passado na casca do alho, sempre foi um político mais arguto, mais afeito ao jogo dos bastidores da política. Era indiscutivelmente aquilo que se chama de uma raposa felpuda da política maranhense de seu tempo.

Quatro momentos da trajetória de Pedro Fernandes foram os pontos altos de sua vida pública. Quando se elegeu vereador, foi um excelente vereador. Quando se elegeu Deputado e novamente teve boa atuação. Quando foi indicado secretário de Educação por Roseana Sarney e agora quando teve seu nome indicado para ser ministro do trabalho.

A política é um sacerdócio. Uma ocupação parecida com a dos homens que dedicam sua vida a Deus. Os médicos de antigamente tinham essa mesma característica. Dedicavam-se à sua função de corpo e alma. Na política deve ser assim. Se você não se dedicar integralmente a ela, ela lhe falta. Se bem que para ter sucesso em qualquer setor essa máxima se aplica.

Quando a direção nacional do PTB indicou o nome de Pedro Fernandes para ministro do trabalho, o fez por ver nele um quadro capaz de desenvolver o trabalho de sustentação que o partido precisava para suas políticas. Ocorre que Pedro deveria primeiro fazer o dever de casa e ele não fez!

Aprende-se cedo na política que atitudes falam mais alto que o som de nossa voz. Sabendo da amizade de Zé Sarney com o Presidente Temer, Fernandes tinha obrigação de saber que o presidente da República pelo menos consultaria o ex-presidente, líder inconteste do estado do futuro ministro, sobre o fato de indicar um político de seu estado, sabidamente seu amigo, para um cargo tão importante, ainda mais pelo fato desse amigo estar vinculado a um adversário não só do ex-presidente, mas a alguém que recorrentemente chama Temer de golpista e ilegítimo!

Ora bolas, é ter muito pouca capacidade de entendimento do cenário político! Como é possível querermos que as coisas venham a acontecer como se deseja, trabalhando no sentido contrário!?

Já que Fernandes está agora alinhado a um governador, adversário do homem que vai nomeá-lo, o certo a fazer neste caso, deveria ser, de comum acordo com o governador, estabelecer que o mais importante neste momento seria garantir sua nomeação, coisa que seria bom para todo mundo. Todo mundo mesmo! Não dá para apagar incêndio com gasolina. Numa situação dessas o velho Manoel se sairia muitíssimo bem, já Pedro não é tão bom nisso.

Ao tentar demonstrar uma lealdade subserviente ao governador, Pedro pediu para não ser nomeado Ministro. Lealdade é a maior das qualidades de um político, desde que ela não seja capachilda, desde que ela aconteça de maneira livre e independente, caso contrário é pura dependência, imposição.

Tenho certeza que Zé Sarney não foi consultado pelo PTB ou pelo presidente Temer sobre a indicação de Pedro Fernandes para o ministério. Estive com Sarney no dia da indicação e ele comentou comigo que seria uma coisa muito boa para o Maranhão ter dois ministros novamente, ainda mais sendo Pedro.

Tenho certeza que ele não pegou o telefone para vetar o nome de Fernandes. O que ocorreu é que as declarações atabalhoadas de Pedro e as repercussões delas, muitas de forma bastante maldosa, aproveitando-se da inabilidade do deputado neste caso, fizeram não só Temer, mas o próprio PTB nacional repensar a indicação. Dar um ministro para um adversário, em meio a uma batalha política como a das reformas e a condução do país em meio a toda essa crise, é uma temeridade.

Pedro deveria ter ficado calado, consolidado seu nome e esperado ser nomeado. Não precisava trair Flávio Dino, só não podia ser subserviente a ele. Este fato prejudicou inclusive o próprio governador do Maranhão, que acabou não tendo um ministro ligado a si!

Depois do caldo derramado resolveram fazer o que os políticos fazem toda vez que não têm coragem de reconhecer seus erros: “Isso é coisa do Sarney!”

Não meto a minha mão no fogo por Zé Sarney, exatamente por saber que ele é o maior e o melhor político, mesmo sem mandato eletivo, ainda em plena atividade no Brasil, mas posso garantir que a maioria das coisas que as pessoas atribuem a ele, é obra da incapacidade das próprias pessoas de fazerem o que devem ou pelo fato de terem feito o que não deveriam.

Com perdão da má comparação, acontece em relação a Sarney a mesma coisa que acontece em relação a Deus e ao Diabo. Grande parte dos milagres creditados a Deus e dos flagelos debitados ao Diabo, ocorrem por obra e graça da nossa incapacidade de fazer o que deveríamos.

PS1: Depois de reler e revisar o texto acima, cheguei a conclusão que não vai adiantar que se diga e até mesmo que se prove que Sarney não vetou o nome de Pedro Fernandes, pois muitas pessoas não vão acreditar nisso. Porém uma coisa é certa, se Pedro Fernandes tivesse agido de outra maneira, da forma politicamente correta, uma hora dessas, ele seria ministro do trabalho.

PS2: Já imaginaram se o PTB nacional, comandado por Roberto Jeferson, que detesta Flávio Dino e o PC do B, obrigasse o partido no Maranhão a não se coligar com o governador!? Pedro Fernandes estaria no mato sem cachorro, pois a uma altura dessas o grupo Sarney não o receberia de volta!

PS3: A sobrevivência política de Pedro Fernandes e a eleição de seu filho, o promissor Pedro Lucas, independe de sua vinculação com esse ou aquele grupo político, comandado por este ou aquele cacique, seja ele detentor efetivo do poder formal ou não.

PS4: Acabei de lembrar do que minha mãe me dizia, quando eu era ainda bem pequeno: “Dizes com quem andas, que te direi quem és”.

 

O apaixonado e incoerente Flávio Dino

por Jorge Aragão

A segunda observação importante que o Blog do Jorge Aragão faz ainda sobre a não ida do deputado federal maranhense Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho e a postura do apaixonado e, como sempre, incoerente governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

Mesmo de férias, Carlos Brandão é o governador do Maranhão até o dia 10 de janeiro, Flávio Dino, que se omite de responder a críticas e questionamentos pertinentes, pela paixão incondicional que possui pelo sobrenome Sarney, não deixaria de dar pitaco na polêmica.

Nas redes sociais, o comunista criticou Sarney por supostamente ter vetado o nome de um maranhense para o ministério do Governo Temer. Veja abaixo.

Dois detalhes sobre a tola postagem: Flávio Dino esqueceu de mencionar que Sarney ao negar tal veto, lembrou que não vetou o comunista para assumir a Embratur, ligada ao Ministério do Turismo, comandada pelo maranhense Gastão Vieira, à época aliado incondicional de José Sarney.

O segundo detalhe e mais sórdido foi novamente a incoerência do comunista. O que Flávio Dino fez nas redes sociais foi dar chilique pelo fato de Sarney ter vetado um aliado seu para o Governo Michel Temer, um governo que o comunista considera ilegítimo e da pior qualidade.

Ou seja, por um raciocínio normal, de alguém equilibrado, Flávio Dino não deveria era agradecer a Sarney por ter evitado que um aliado seu participasse de uma gestão que ele abomina???

Só que ao invés de agradecer Sarney de ter livrado Pedro Fernandes desse tipo de gestão, o comunista preferiu demonstrar, mais uma vez, sua paixão e sua incoerência nas redes sociais, reclamando pelo fato de um aliado seu ter sido supostamente vetado de um governo que ele diz ser golpista.

Definitivamente paixão quando não endoida, cega.

Sarney nega veto a ida de Pedro Fernandes ao Ministério do Trabalho

por Jorge Aragão

O ex-presidente da República, José Sarney (PMDB), negou que tenha vetado o nome do deputado federal maranhense Pedro Fernandes (PTB), para assumir o comando do Ministério do Trabalho.

Na semana passada, o PTB informava que já havia indicado o nome de Pedro Fernandes para o ministério, que é da cota da legenda no Governo Michel Temer, e todos esperavam a nomeação para os próximos dias.

Nesta terça-feira (02), o presidente Michel Temer pediu ao PTB que indicasse outro nome. Pedro Fernandes atribuiu essa decisão a um veto de José Sarney pelo posicionamento do PTB no Maranhão, que apoia a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) (reveja).

Entretanto, José Sarney, em entrevista ao blog do jornalista Gerson Camarotti (veja aqui), disse que nem foi consultado e muito menos vetou o nome de Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho. Sarney ainda lembrou que não vetou nem o nome de Flávio Dino, quando assumiu a EMBRATUR.

“Não fui consultado e não vetei. Ele [Pedro Fernandes] quer arrumar uma desculpa. Colocar a responsabilidade sobre as minhas costas. Se, no passado, não vetei Flávio Dino para a Embratur, não faria isso para alguém que foi nosso amigo”, afirmou.

Então tá!!!

Pedro Fernandes não será mais o ministro do Trabalho

por Jorge Aragão

O deputado federal do Maranhão, Pedro Fernandes (PTB), não será mais o novo ministro do Trabalho do Governo Michel Temer (PMDB), como chegou a ser anunciado por toda imprensa nacional, inclusive neste Blog.

Foi o próprio Pedro Fernandes que, em contato com o Blog do Jorge Aragão, confirmou a informação. A não ida do deputado se deve pela conjuntura política do Maranhão, uma vez que o PTB maranhense apoia a reeleição de Flávio Dino (PCdoB), contra a pré-candidatura da peemedebista Roseana Sarney.

“Quero registrar o meu agradecimento ao presidente do PTB Roberto Jefferson, ao líder doPTB na Câmara Federal Jovair Arantes, ao ex-ministro Ronaldo Nogueira (PTB) pela indicação feita ao presidente Michel Temer do meu nome para o Ministério do Trabalho e Emprego e a toda a bancada pelo acolhimento desta, demonstrado pelas manifestações de carinho. Infelizmente não deu, devido ao embaraço que o meu nome cria na relação do presidente Michel Temer com o ex-presidente José Sarney. Obrigado amigos”, declarou Pedro Fernandes.

A indicação de Pedro Fernandes pelo PTB já estava acatada pelo presidente Michel Temer, mas esperava-se um retorno do partido ao Grupo Sarney para as eleições de 2018, como isso não aconteceu, já que Pedro Fernandes assegurava que não existia essa condicionante, Temer, para evitar problemas com o PMDB e José Sarney, pediu que o PTB indique um novo nome.

Resta saber se o governador Flávio Dino saberá reconhecer o gesto de grandeza de Pedro Fernandes, que praticamente abriu mão de um ministério, um dos mais importantes na atual conjuntura, para assegurar o apoio do PTB a reeleição do comunista.

Já José Sarney, como esse Blog sempre disse, segue com prestígio em alta e jamais um ministro maranhense, num Governo do PMDB, seria nomeado sem a sua anuência.