O boxe e a política

por Jorge Aragão

Por José Sarney

Não sou daqueles fanáticos pelo esporte; e talvez seja um dos poucos brasileiros que não acompanham os campeonatos esportivos com vontade de esganar os torcedores dos times contrários. Um pouco dessa minha posição deve-se ao meu avesso à violência. Desde os meus tempos de calças curtas, no cinema, na televisão ou em brigas de colégios, fecho os olhos para não ver ninguém apanhar.

Mesmo o futebol sempre digo que é um jogo muito violento. Quando as pessoas me retrucam que é um jogo bonito e elegante, eu contesto que há momentos que não recomendam essa observação. Os chamados carrinhos muitas vezes são horrorosos, e há, na lembrança de todos nós, alguns resultados — para não citar muitos, basta lembrar o joelho aberto do Ronaldo e a cabeçada do Zidane num jogador, cujo nome já tenho a liberdade, nos meus cinquenta mais trinta e oito anos, de não recordar.

Esta minha aversão à violência é tão forte que agora, por exemplo, vendo as campanhas televisivas da última eleição e das atuais, vêm-me à cabeça lutas de boxe, esporte a que nunca assisti — acho que quem a ele assiste tem o mesmo prazer acre que tinham os espectadores dos circos romanos quando as feras devoravam os fiéis cristãos.

Será que a democracia necessita desse ringue em que se transforma uma eleição, quase sempre esquecendo ideias, propostas e metas para desfechar verdadeiros socos, que, por serem verbais, não são inferiores aos físicos?

Também compreendo que seria viver no mundo dos anjos pedir que os políticos utilizassem nas campanhas, em vez de luvas de boxe, leques de plumas abanando o calor da face dos adversários.

Da competição democrática também posso dizer o mesmo que digo do futebol: é um jogo violento, porque é cruel e não tem medidas. Várias vezes tenho citado a frase de Lenin de que devíamos aplicar à política a arte da guerra — aliás, título de um livro de Clausewitz —, isto é, como na guerra, não se deve, na política, ter adversários, mas inimigos, com o único objetivo de extingui-los, quase levantar uma nova guilhotina, como em 1792, na Praça da Concórdia. Ele também defendia que a política devia adotar como método o Terror, também como na Revolução Francesa.

Basta lembrar que, vitorioso na Revolução Russa de 1917, ao receber um telegrama do comandante das tropas de São Petersburgo dizendo que as prostitutas estavam rondando os quartéis e perturbando a ordem dos soldados, que não obedeciam mais à disciplina para correr atrás daquelas belas eslavas que ali faziam ponto, respondeu com um telegrama que ficou célebre: “Fuzilem todas!”

Vamos esquecer todas essas coisas, que fazem parte da história cruel da humanidade, e pensar em eleições dirigidas pelo Barão de Coubertin, o criador das Olimpíadas modernas, em que o importante é competir.

Enquanto elas não vêm, melhor chupar o dedo e fechar os olhos, com o boxe eleitoral dos atuais programas de televisão.

Eleições 2018: “De Péricles às batatas”

por Jorge Aragão

Por José Sarney

Ao discursar nas Nações Unidas, em 1989, tive a oportunidade de afirmar que “o caminho do desenvolvimento passa pela democracia”. A definição mais simples e mais antiga dela é a grega, cujos princípios básicos estão no discurso de Péricles, grande general e orador, aos mortos na guerra do Peloponeso, entre Atenas e Esparta.

Ali ele define democracia pela junção de duas palavras gregas: governo do povo. E define a obediência às leis (estado de direito, que James Harrington, citando Aristóteles, sintetizou, milênios depois, como governo das leis e não dos homens); igualdade de todos; democracia representativa, isto é, não ser o governo de um só homem, mas de muitos, sempre escolhidos pelo povo etc. Lincoln, na beleza com que escrevia, aprimorou sua definição para: Governo do povo, pelo povo e para o povo; já Churchill, com cruel realismo, disse: É a pior forma de governo, exceto todas as outras.

Esta introdução é para dizer que as eleições são a essência da democracia. É por meio dela que o governo democrático se constitui. Por isso tem que ser limpa, sem deformação da interferência do poder político, econômico, militar e da fraude. Até hoje não conseguimos afastar essas ameaças, embora contra elas lute-se sempre.

Tivemos uma eleição atípica no último dia 7. E o resultado também foi assim. O país vive um caos institucional — como no universo de Einstein, sempre em expansão, os poderes ocupando espaços veloz e autoritariamente, um querendo engolir o outro. Por outro lado, tornou-se um país dividido, marcado pelo ódio e pela pregação da divisão de classes, pela insegurança jurídica — desapareceram a coisa julgada e o direito adquirido —, por leis circunstanciais e casuísticas desintegrando o estado de direito. Nesse clima, com trinta e nove partidos, uma Câmara de Deputados atomizada e o Senado também, sem falar na qualidade da representação, é impossível governar.

Mas fico feliz, pois, esquecendo tudo isso, sei que o País vai superar suas septicemias e vamos viver um Brasil que se contorce, mas que vai ressurgir.

Muito pior vivi eu, em 1985, quando Tancredo morreu e assumi a presidência da República. Mas comandei a transição, deixei a Democracia restaurada e o país andando.

Infelizmente, a Constituição de 1988, feita com os olhos no retrovisor, sem ver a sociedade do futuro, tornou o País ingovernável, e um anarcopopulismo levou-nos ao caos que atravessamos.

Como dizia Machado de Assis: aos vencedores as batatas. Mas que tenham sorte. São meus votos.

Eleição entre o bem e o mal

por Jorge Aragão

Por José Sarney

Estamos numa eleição atípica.

Sem som e sem trio-elétricos nas ruas, sem muros pintados, sem outdoors, sem camisetas, cartazes só dentro de casa e muitas outras restrições. Também no rádio e na televisão os programas eleitorais foram reduzidos a 35 dias, com uma limitação danada ao que falam os candidatos.

A coisa está de tal modo restrita que até artigos assinados, com as ideias do autor — o que pensa, o que reflete, aquelas ideias que deviam ser protegidas pelo princípio da liberdade de expressão e de opinião (“é livre a manifestação do pensamento”, diz o inciso IV do artigo 5º da Constituição) — são motivo para a Justiça Eleitoral ser acionada. Assim judicializa-se completamente a política, de maneira que a Justiça, por sua vez, fica seduzida a politizar-se.

O certo é que a nova lei não aprofunda a democracia nem valoriza o debate, mas tutela as eleições. Será isto um bem ou um mal? Conheci um fanhinho na feira da rua Bolívar, quando eu era deputado federal e morava nessa rua do Rio, que chamava de Bal o mal.

A lei eleitoral é muito estranha e a única coisa que pesa são as pesquisas, feitas de encomenda e, às vezes, por empresas constituídas somente para efeito publicitário e de propaganda. Basta ver que, aqui no Maranhão, o IBOPE, o maior e mais antigo instituto de pesquisa do Brasil, referência internacional, foi impugnado no TRE, com um pedido para não divulgar os seus resultados, porque uma outra pesquisa, de barriga de aluguel, dava números astronômicos e divergentes.

Mais tarde se descobriu o porquê. Os números eram astronômicos porque a estatística da pesquisa era feita por uma senhora que já estava no céu: depois de um ano na UTI de um hospital, falecera.

Mas isso já não escandaliza ninguém. Depois desse negócio de fake news a mentira passou a ser moeda corrente e é até elegante mentir, pois se faz isso com nome estrangeiro e bonito. O Washington Post de hoje publica um gráfico do receio das fake news, em que o Brasil aparece como campeão do mundo, com 85% de preocupação: parece que eles têm visto os programas do PC do B.

Vejo um programa de um candidato que tem as responsabilidades de governar dizer que ele fez isso e mais aquilo, e tanto fez que até o leão da Receita Federal se descobriu que são os dois leões do Palácio dos Leões.

Já se sabe que foram eles, e não ele, que fizeram falir e fechar as pequenas quitandas e lojas do Maranhão. Foram eles, os leões, que comeram as motocicletas e os carros tomados dos pobres.

Mas as barrigas que encheram não foram as deles, pobres barrigas de bronze.

Enfim, a luta que vemos é entre o bem e o Bal.

O medo e o sapo

por Jorge Aragão

Por José Sarney

A primeira coisa que existiu no mundo foi o medo.

Na expressão dos romanos Petronius, autor do célebre Satyricon, o primeiro romance, e Statius, “dolce poeta”, segundo Dante, “primus in orbe deos fecit timor” (no mundo o medo criou primeiro os deuses). Dizia Bergson, o grande filósofo, comentando esta frase, que “a religião vem menos do medo do que de uma reação contra o medo”.

O medo de que quero falar não é o filosófico, mas o real, principalmente na política maranhense, onde ele atualmente cresceu e muito, conforme afirmou em sua vigorosa entrevista a O Estado do Maranhão e à Rádio Mirante o Senador Roberto Rocha, candidato a Governador.

Além do interventor nos anos 30 do século passado, Martins de Almeida, o chamado Bala na Agulha, quando se formou um bando de capangas, conhecido de Turma do Papai Noel, que fez atrocidades, como invadir a Associação Comercial e dissolver uma reunião a chibata, quero lembrar João Lisboa, que no Jornal de Timon, ao tratar de Partidos e Eleições no Maranhão, já relatava a promiscuidade entre o medo e a política. Era Donana Jansen, tatibitate, dizendo “cute o que cutá meu filho Manezinho tem que ser deputá” — e haja cacete nas seções eleitorais, e deportações, como a de Candido Mendes de Almeida, embarcado à força num patacho para fora de sua terra. Há menos tempo, Neiva Moreira e Erasmo Dias apanharam na praça João Lisboa.

Se fazia o diabo na política do Maranhão, não só a agressão física, mas a coação moral, a compra de votos, e as demissões em massa.

Os comerciantes eram proibidos de embarcar mercadorias para transporte na Estrada de Ferro de quem não desse o apoio “certo”, como aconteceu com a grande firma Lages & Cia., que faliu vítima desse método. Hoje existe a quebra dos pequenos comerciantes, com os impostos que não podem pagar, além dos carros e motos apreendidos.

Eu, quando fui Governador, acabei com isso. Foi um período de paz duradoura que sobreviveu até recentemente. Não demiti ninguém, acabei com a nomeação e perseguição política do cobrador de imposto. Meu temperamento sereno, paciente, aberto ao diálogo, funcionou.

Agora, o medo está aí. É medo de bandido, de bala perdida, de perder o emprego, de sofrer perseguição, da violência que campeia solta. Só num dia tivemos cinco homicídios na cidade.

Quando eu era menino tinha um medo danado de alma, da Manguda, uma visagem que aparecia nas noites de lua, e de sapo.

Hoje o mundo político está sem medo de alma nem de sapo. Mas haja medo de perseguição, de perder asfalto, de receber desaforos e de ter as emendas orçamentárias para obras em seus municípios suspensas.

Mas eu continuo com medo de mau-olhado e de olhos excomungados. Inveja e ódio.

O Maranhão precisa de grandeza de espírito e de paz e segurança, de ser como sempre foi, uma família sem ódio e sem medo de perseguição.

Imprensa: liberdade

por Jorge Aragão

Por José Sarney

A liberdade de imprensa, que se estabilizou universalmente desde os tempos de Jefferson, tem sofrido um abuso de representações de fontes inesperadas — e também de seguidores de doutrinas que nunca a respeitaram.

Há, evidentemente, uma grande diferença entre a imprensa e os governos contemporâneos e os do tempo de Thomas Jefferson.

“A base de nossos governos sendo a opinião do povo, a primeiríssima preocupação deve ser manter a [liberdade de opinião]; e se eu tivesse que escolher entre um governo sem jornais ou jornais sem um governo, não hesitaria um momento em preferir o último”, uma de suas frases famosas, coloca alternativas extremadas e ambas péssimas para enfatizar uma ideia essencial, a de que a liberdade pessoal não é só a de agir, mas também a de pensar.

O político Jefferson muitas vezes entraria em conflito com os jornais, mas seu idealismo sempre achava que conseguiria ser imparcial e, sobretudo, que precisava ser protegida.

No Brasil começamos com um período de três séculos de restrição absoluta à imprensa. Só com a vinda do príncipe-regente começamos a ter uma imprensa. Quando, nos dias da independência, aquela começou a discordar, a reação foi a violência, o cacete, que se instalaria também em nossas eleições (leia-se João Lisboa). Mas evoluímos. Então, depois de algum tempo de razoável liberdade, a censura voltou firme no período militar. A reação inteligente, a começar pelo jornal do saudoso Dr. Júlio de Mesquita Filho — a quem defendi, naquela época, em discurso no Senado Federal —, foi marcar os espaços dos textos vetados. Camões e os livros de receita deram grande contribuição para mostrar às pessoas que havia informações e opiniões que os governantes impediam que chegassem aos cidadãos, mas só se podia conjecturar o que seria.

Presidente da República, acabei imediatamente com toda e qualquer censura. Poucos presidentes terão sido tão atacados e vilipendiados quanto eu. Não processei nenhum jornalista, nenhum jornal, nenhuma televisão, nenhum rádio.

Outra é a posição que foi adotada pelos comunistas desde que chegaram ao poder em 1917. Um “decreto sobre a imprensa” proibiu imediatamente qualquer artigo “burguês” sobre os bolcheviques. Mas nada disso se comparou ao que houve sob Stálin, quando não só existia uma “verdade” oficial — que era a publicada no Pravda, que é a palavra russa para verdade — como todos os livros e impressos que a contrariavam foram expurgados e destruídos.

Estamos vivendo sob a lógica stalinista. O abuso de representações judiciais tem o objetivo de atemorizar e calar a opinião contrária a sua “mentira”. Mesmo conhecendo a jurisprudência, agem para judicializar a política, causando perda de tempo e desgaste aos opositores. É uma tentativa que, por si só, agride o Direito, e cuja consequência pode ser politizar a Justiça.

Mas no Brasil, felizmente, a Justiça tem dado força à noção de que a liberdade de imprensa inclui a possibilidade de criticar, de opinar, de divergir. É o que diz acórdão do Ministro Celso de Mello, que acrescenta:

“a crítica jornalística traduz direito impregnado de qualificação constitucional, plenamente oponível aos que exercem qualquer atividade de interesse da coletividade em geral”.

O direito à liberdade de imprensa é um direito inalienável do cidadão. Sempre tive o compromisso de garantir e buscar tal liberdade, pois todos sabemos que ela sempre será uma barreira invisível a impedir o florescimento da tirania, que, em meio à liberdade, dela se possa utilizar para cercear a vontade coletiva.

Nas sociedades democráticas, dominadas pelas comunicações, quando se retira do homem o acesso direto à informação, retira também a capacidade de saber o seu próprio destino.

Da humildade

por Jorge Aragão

Por José Sarney

Depois da rotina das pesquisas de opinião, governar ficou mais humilde. O poder tem muitas definições e é acusado de produzir muitos efeitos. É considerado perigoso, com aspectos transgênicos que transformam normais em super, fracos em fortes, fortes em débeis, ignorantes em sábios, sábios em bobos, honestos em amorais e estes em respeitáveis criaturas. Aguça vaidades, constrói cegueiras, instiga a maldade e, não raro, transforma virtuosos em pecadores. Mas há os que nele descobrem outras virtudes, como Clinton e Kissinger, que o consideram afrodisíaco, sedutor e sensual. Há os que o vivem como sublimação de vaidades e prazeres. Tem todos os gostos.

Mas o poder político, síntese de todos os poderes, é nobre. Intrinsicamente é bom, seus pressupostos são o governo da sociedade e o bem geral, construído ao longo do tempo, para possibilitar o ordenamento da sociedade e do Estado. Os antropólogos acompanharam o surgimento do poder (como nasceu, como se estruturou, a quem serviu) desde as tribos primitivas até a sofisticação dos tempos atuais, como um instrumento necessário aos níveis de conviver.

Como a criação do homem tem duas faces, é tudo isso e nada disso. O poder, por definição, dá às pessoas a faculdade de se fazer obedecer, pela força, por outras pessoas. É uma arma tão perigosa que Deus, detentor absoluto de todos os poderes, se revelou para não exercê-lo e sufocar o livre arbítrio da criação. E, assim, foi humilde.

O poder se desdobra.

Há poder pessoal e há poder coletivo, mas este, em geral, transforma-se em pessoal, pela tendência a ser delegado. Weber diz haver uma espécie de poder pago pela sociedade, entre cientistas, que não deve ser exercido “como empresarial”.

O poder é sempre ardiloso. No terreno abstrato, a religião tentou cercá-lo pela invocação de preceitos morais. No campo da realidade, criou-se a lei, um poder atemporal e impessoal, como uma maneira de enquadrar os governos, o Estado de direito, das leis e não dos homens, com o controle de um poder sobre o outro, na busca de equilíbrio e harmonia.

Destaco uma característica no poder que deve ser meditada por todos que o exercem: o princípio e o fim. Quando acaba, não resta nada. Plácido Castelo, antigo governador do Ceará, numa imagem simples, falava que o “poder é uma caneta com prazo marcado”. Quando acaba a tinta, não escreve mais. É o que está acontecendo com a de muitos que agora estão em desespero, porque sentem que está chegando ao fim.

Essa noção de fugacidade desperta o único e definitivo antídoto contra suas demoníacas tentações: a necessidade de sermos humildes no exercício do poder. Se exercido com humildade, quando desaparece não faz falta, não destrói as pessoas. A humildade não faz mal a ninguém. Ela é tranquilizadora, benéfica e ajuda a viver.

Isto é o que tem faltado e tem transformado os tempos atuais no Maranhão em tempos de arrogância, de autoritarismo e de desprezo às pessoas.

Certa vez estava com Tancredo e resolvemos indagar quais as dez maiores virtudes para governar. Tancredo falou em primeiro lugar.

Bateu na minha perna e disse: “As sete primeiras são humildade e paciência; as três que faltam você, Sarney, pode preenchê-las”. “As minha três também são em primeiro lugar humildade, em segundo paciência, e em terceiro humildade”.

São duas coisas que têm faltado atualmente no Maranhão: paciência para ouvir e tratar bem aqueles que necessitam ser tratados bem; e humildade, inimiga da arrogância, da perseguição, do ódio, da inveja — e amiga de Deus.

Quero acrescentar também uma advertência: aqueles que fingem e simulam fé não enganam ninguém. Os fariseus são bem conhecidos e aqui, agora, escondem seu autoritarismo e simulam fé. Que bom te ver, Roseana, e saber que vamos ter paciência, humildade e fé.

O Maranhão quer mais

por Jorge Aragão

Por José Sarney

Uma das coisas que ouço é que ninguém pode negar que o Governador atual tem o mérito de inaugurar as obras que Roseana deixou feitas, ou licitadas, ou contratadas com os recursos do BNDES, e gosta de pintá-las de vermelho, sendo bom de marketing e de fake news.

Agora mesmo, em Imperatriz, foi descoberta e presa uma pessoa encarregada de soltar mentiras e perfis falsos de Roseana na rede social da internet, com o desejo de destruí-la na eleição; e todos estão sabendo que vem mais. O jogo é baixo. E quem era o chefe dessa ação? Um senhor Fabrício Oliveira, blogueiro do PC do B, que tem uma ficha nada recomendável, com ordem de prisão por crimes cometidos em Goiás — por assalto a mão armada —, e que se dizia funcionário do governo do Estado, fato negado pela Secretaria de Comunicação, que o financiava com anúncios.

Roseana não queria ser candidata, mas foi obrigada pela convocação do povo, que, em todo lugar, deseja sua volta, para assegurar o tempo de paz, de realizações, de grandes obras de infraestrutura e recuperar a confiança no Maranhão, que deixou de ter prestígio nacional e está numa situação de abandono.

Roseana nasceu com uma vocação de liderança, capacidade, empatia e carisma. Onde ela vai recebe esse reconhecimento do povo. Juntou-se a essas qualidades pessoais uma formação universitária invejável e uma grande determinação pessoal. É uma mulher forte e uma das maiores lideranças políticas e administrativas do País. Foi a primeira mulher a ocupar um governo no Brasil, deputada federal, senadora, quatro vezes governadora. No Congresso destacou-se pelo seu espírito de liderança, exercendo as funções de líder do Governo Lula e líder de bancada. Comandou a aprovação no Congresso de vários dos programas sociais do governo Lula, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Seu trabalho e competência lhe asseguram estar entre os maiores quadros do País.

No Maranhão é responsável por grandes obras, estradas do Sertão até Alto Parnaíba, estradas da Baixada, acesso a quase todos os municípios, crescimento do PIB, deixando o Maranhão como o 16º Estado do País, atraindo grandes fábricas, como a de energia de Santo Antônio dos Lopes, a de celulose de Imperatriz, a da Suzano, a de pelotização da Vale, consolidando o polo agrícola de Balsas com incentivos fiscais, criando a EMAP, que deu grande impulso ao Itaqui, fazendo uma política de atração de investimentos, restaurando a cultura popular maranhense, conseguindo da Unesco reconhecer São Luís como Patrimônio da Humanidade e modernizando a capital com grandes obras viárias, viadutos, calçamentos.

Governou com transparência, com probidade, focando em desenvolvimento social, mercado e renda, usando o planejamento em torno de macro-objetivos das ações governamentais, com a elevação dos índices econômicos, a melhoria dos índices sociais, modernização administrativa, acesso ao conhecimento, desenvolvimento infantil rural, distribuição de renda, cooperação estreita com os municípios. Enfim, nunca ninguém fez mais do que ela.

Sempre caminhou com seus próprios pés. Nunca precisei ajudá-la, ela foi quem me ajudou. Dela só tenho orgulho e alegria.

O Maranhão quer mais, e Roseana governadora vai atendê-lo, fazendo sempre mais, com a ajuda de seu povo e sobretudo da juventude que tanto lhe quer bem.

Roseana é sinônimo de ternura, de bondade, de crença em Deus e sobretudo um exemplo da mulher brasileira.

Conto do vigário

por Jorge Aragão

Por José Sarney

É de dar alegria o aquecido momento de publicação de livros de autores maranhenses e sobre o Maranhão. Até mesmo surgiu e pegou uma livraria, a AMEI, que só comercializa estes livros. Já escrevi sobre isso e sobre o serviço que vêm prestando à produção cultural do Maranhão.

Sendo um leitor compulsivo, tenho lido todos os livros que me chegaram às mãos, nesse bendito boom editorial. Muito tem-me ajudado a encontrar essas publicações o nosso Benedito Buzar, grande historiador e autor de alguns livros que hoje já são clássicos. No conjunto de obras, uma grande quantidade de informações sobre o Estado, em especial reflexões sobre a leitura de nossa História.

Como exemplo, li agora um conjunto de estudos universitários sobre o Maranhão em tempos de República: ensaios que abordam temas que vão da política até religião. Notei certa sedução em alguns trabalhos de ser novidade e assimilar contestações, preconceitos e pós-verdades, para usar uma palavra que está em moda. Para exemplo, vejo a construção de teses sobre a fundação da cidade de São Luís por franceses como sendo um movimento associado à burguesia, e o mesmo sobre a consagração do Maranhão como Atenas brasileira, feita no século XIX, quando no Maranhão nasceram e viveram grandes nomes da literatura brasileira, como João Lisboa, Odorico Mendes, Gonçalves Dias, Sousândrade, Gomes de Sousa e muitos outros.

Ora, nada mais claro e óbvio do que a cidade ter sido fundada por franceses, embora não seja uma cidade francesa, mas em tudo portuguesa, para orgulho de todos. Os franceses fixaram o primeiro espaço da cidade e fizeram muito mais, o que ultrapassa todas as outras fundações de cidade e marca o Estado do Maranhão: deixaram dois livros fundamentais, o História da Missão dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão, do Padre Claude d’Abeville e o Viagem ao Norte do Brasil feita em 1613 e 1614, de outro capucho, Yves d’Évreux. Estes livros são fontes primárias para o conhecimento dos costumes dos Tupinambás, seus ritos, suas crenças e até de como eles viam e interpretavam o cosmo. O nome da cidade foi dado pelos franceses, o do rei santo, em homenagem ao rei menino. E, sob o signo da Cruz, deixaram para a eternidade, São Luís, em homenagem ao jovem rei da França, Louis XIII, seu descendente. Era tão grande a importância que davam a esse batismo que o Padre Abbeville diz que o rei o seria de três coroas: França, Navarra e Maranhão. São livros que até hoje são objeto de estudos e estão ligados às Histórias do Brasil e da América. Estas obras é que deram renome à cidade, ao descrever toda a aventura de sua fundação, data, cerimônias, feitos. Os franceses não deixaram a arquitetura, mas livros, e estes são para sempre.

O povo maranhense se orgulha da cultura maranhense. Nada mais justo do que de suas origens. Mas a ideologia, num tempo em que já acabou no mundo, ainda é utilizada. Era a tese do leninismo de destruir tudo, para em cima das ruínas construir a revolução salvadora. Aqui foi o único lugar no mundo em que um governo espalhou outdoors pelo país desmoralizando o Estado, dizendo “MARANHÃO, ESTADO MAIS POBRE DO BRASIL”. Eu mesmo vi um em Brasília e fiquei indignado.

Além do dano que causou e causa até hoje à imagem do Estado, é uma fake news. Atrás da gente, há 11 Estados. Somos o 16º, à frente de Mato Grosso do Sul, localizado no Centro-Sul.

Mas é ser pra-frente fazer politicagem, destruir verdades e dizer que o Maranhão é o mais pobre Estado do Brasil e que não somos a Atenas Brasileira, mas ‘apenas’. Nada de ser fundada por franceses, mas pela oligarquia. Rendeu frutos essa mentira, mas a consequência é que “deu no que deu”: a grande frustação que respira o povo maranhense, enganado no conto do vigário.

Em artigo, José Sarney destaca a eventual quebra do FEPA

por Jorge Aragão

A Ponte de São Francisco, por José Sarney

A ponte de São Francisco foi um marco importante e histórico da cidade de São Luís. Ela expandiu a cidade e separou dois tempos: o passado na cidade velha com seu monumental casario, “Patrimônio de Humanidade” e orgulho dos maranhenses, na beleza dos mirantes de azulejos. Giles Lapouge, grande escritor francês, visitou a nossa cidade num feriado e da Praça Benedito Leite, sentado num banco, descobriu naquele silêncio das ruas desertas, dos casarios, nos sobradões de azulejos, a alma da cidade – e dessa inspiração saiu-lhe esta frase eterna, registrada em um dos seus livros: “São Luís é a mais bela cidade do mundo.”

O sentimento dessa beleza e desse amor parece ter sumido naqueles que têm governado a capital. Para São Luís, como cabeça do Estado do Maranhão, quando fizemos o nosso planejamento para o governo que começávamos em 1966, reservamos tratamento especial, que ia desde a preservação de seu patrimônio histórico e cultural até a conquista de sua grandeza econômica. Infelizmente essa visão não tiveram muitos dos prefeitos que a governaram.

A ponte de São Francisco cumpriu a finalidade de evitar que a cidade velha fosse destruída pela modernidade: ela seguiu a pressão urbana, já enorme, por onde pôde se expandir, nos grandes espaços vazios que seguiam as praias da Ponta da Areia, de São Marcos, do Calhau, de Araçagi, ligada ao Olho d’Água com acesso facilitado. Foi onde a cidade cresceu e se espraiou. Nasceu uma outra São Luís, moderna, com todos os equipamentos necessários a um crescimento vertical. Hoje se estima – como as divisões administrativas e censitárias dos bairros nunca foram atualizadas, os dados são confusos – que a orla tenha cerca de 300 mil habitantes!

Evitei que as terras em que estão situadas, que eram matas em 1965, fossem objeto de especulação imobiliária, comprando-as, com espírito público, para o antigo Instituto de Previdência do Estado do Maranhão – IPEM, isto é, para que os funcionários tivessem, com essas mesmas terras, o seu Instituto rico, que era o melhor e mais líquido do Brasil, com um grande patrimônio. Sua estrutura mudou em 1998, com a criação do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (FEPA), e Roseana deixou o sistema de Previdência do Maranhão com mais de dois bilhões de reais em Caixa. Recursos para assegurar aposentadoria e pensões, financiar atendimentos médicos, casas e ser a garantia para as necessidades do Servidor Público. Nenhum governante ousou tocar nesse dinheiro.

Agora, segundo revelação do deputado José Adriano, que vem tendo uma brilhante atuação na Assembleia, em 2016 o Fundo tinha baixado para R$ 1,1 bilhão de saldo, no final de 2017, para R$ 665 milhões e pode terminar este ano em R$ 200 milhões, o que significa a sua quebra.

O governo está fazendo aquilo que liquidou com todos os congêneres do Brasil: retirar dinheiro dos funcionários que contribuíram para sua tranquilidade na velhice e para deixar pensões para suas viúvas.

Faço esse artigo sem nenhum desejo de utilizar o assunto para fazer política nem de combater o governo, mas para pedir que reflita sobre isso. O assunto é humano e muito sério, vai ter uma consequência muito grande na vida e na velhice das pessoas. A contribuição dos funcionários já é alta e a ameaça às viúvas pensionistas e aos aposentados deve ser considerada com sensibilidade.

Haickel diferencia José Sarney de Flávio Dino

por Jorge Aragão

O ex-deputado e analista político, Joaquim Haickel, utilizando as redes sociais, fez uma comparação entre os políticos José Sarney (MDB), ex-presidente da República, e Flávio Dino (PCdoB), atual governador do Maranhão.

Para Haickel, um político precisa ter a capacidade não transformar adversários em inimigos, algo que o comunista já demonstrou não possuir e por esse motivo se aproxima muito de um tirano.

Fatalmente os lacaios e asseclas do comunista não curtiram…