O deputado federal Duarte Jr. subiu o tom contra o que chamou de “justiça seletiva” no Brasil, após a nova prisão do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. Em forte declaração, o parlamentar criticou a diferença de tratamento dada a criminosos comuns em comparação a figuras do alto escalão financeiro envolvidas em graves crimes cibernéticos e ameaças contra a imprensa.

Duarte Jr. destacou a gravidade das investigações da Polícia Federal, que apontam a invasão de sistemas de órgãos como o Ministério Público, a Interpol e o FBI.

“Não estamos falando de uma atitude individual, mas de um grupo estruturado para intimidar testemunhas e calar jornalistas”, afirmou o deputado, citando o grupo de WhatsApp “A Turma”, onde eram planejadas agressões físicas contra profissionais da comunicação, como Lauro Jardim.

O parlamentar também questionou a omissão de setores que defendem a “liberdade de expressão” apenas por conveniência política. Para Duarte, a entrega de Fabiano Zettel à PF confirma a existência de uma quadrilha que não pode ser protegida pelo poder econômico. “A justiça deixa de ser justiça quando vira escudo para poderosos”, concluiu.